Roteiro Guimarães 1 Dia: O que fazer no berço de Portugal
| Castelo de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Guimarães é mais do que uma cidade; é o lugar onde a história de Portugal começou. O seu centro histórico é um tesouro medieval, reconhecido como Património Mundial da UNESCO, que convida a uma viagem no tempo a cada rua de granito. Este roteiro de 1 dia foi desenhado para otimizar a sua visita, garantindo que não perca os marcos essenciais - do imponente Castelo à serenidade do Monte da Penha - e que consiga absorver toda a magia da cidade sem pressas, admirando cada detalhe.
Neste Guia:
Sobre Guimarães
“Aqui nasceu Portugal” é a frase mais famosa dessa cidade. Conhecida como “o berço da nação”, a cidade é a terra natal de D. Afonso Henriques, que travou a batalha que levou à independência de Portugal no século XII, originária da luta e das ambições do Condado Portucalense para se separar do Reino de Leão. Guimarães ostenta um centro histórico incrivelmente preservado, classificado como Patrimônio Mundial da UNESCO, onde a arquitetura medieval, como o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança, conta a saga da fundação do país. É uma cidade que respira história, mas que também pulsa com a vida moderna, oferecendo uma experiência completa para quem a visita.
| Vista da Capela de São Miguel pelo Castelo | Foto: Julia Luiza |
Geralmente, turistas preferem juntar uma visita a Guimarães e a Braga no mesmo dia, mas eu não recomendo essa prática. Guimarães é uma cidade perfeita para andar com calma, apreciando cada detalhe e se perdendo nas ruas medievais.
Como Chegar
No post sobre o Roteiro de 2, 3 ou 4 dias em Porto, foi mencionado que Guimarães é um ótimo destino de bate e volta para quem está hospedado nessa cidade, tomando apenas um dia. Para chegar em Guimarães a partir de Porto, basta comprar um ticket de ida e volta da rede Comboios de Portugal por 7,20 euros (preço de Março de 2026) e conferir os horários de partida, tanto da estação Campanhã quanto da estação São Bento. A viagem leva cerca de 1 hora e 15 minutos. Recomendo chegar no final da manhã em Guimarães, para ter tempo de visitar tudo com calma e sem medo de perder o trem de volta para Porto.
| Detalhe do Castelo de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Como se locomover
A cidade é bem pequena, e tudo é feito à pé. A distância da estação de trem até o centro histórico é de cerca de 1km, e todo o centro preserva a arquitetura medieval, impedindo ou restringindo a circulação de automóveis.
| Detalhe do Paço dos Duques | Foto: Julia Luiza |
O Que Ver
- Igreja Nossa Senhora da Consolação e Praça da República do Brasil
- Largo da Oliveira e Padrão do Salado
- Catedral (Sé de Guimarães)
- Rua de Santa Maria
- Praça de Santiago
- Paço dos Duques de Bragança
- Castelo de Guimarães
- Capela de São Miguel
- Igreja Nossa Senhora do Carmo
- Museu de Alberto Sampaio
- Aqui Nasceu Portugal
- Largo do Toural
- Muralhas
- Teleférico e Monte da Penha
Igreja Nossa Senhora da Consolação e Praça da República do Brasil
| Igreja Nossa Senhora da Consolação | Foto: Julia Luiza |
É impossível não encontrar com essa igreja no seu caminho entre a estação de trens e o centro histórico. A Praça da República do Brasil e a Igreja de Nossa Senhora da Consolação formam um dos cartões-postais mais bonitos de Guimarães. Embora a igreja, com a sua imponente escadaria e fachada barroca, tenha sido construída no século XVIII, a praça em frente, com o seu vasto e elegante jardim, simboliza a expansão e o progresso da cidade para além das antigas muralhas.
| Praça da República do Brasil |
Largo da Oliveira e Padrão do Salado
Seguindo em direção ao centro histórico, o Largo da Oliveira é um dos primeiros pontos para visitar. É a praça principal do centro histórico, rodeada por edifícios medievais, Ali, encontra-se o Padrão do Salado, um lindo monumento gótico erguido em agradecimento pela vitória na Batalha do Salado.
| Padrão do Salado e Sé de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Catedral (Sé de Guimarães)
Ali perto fica essa linda catedral, cuja arquitetura reflete uma mistura de estilo devido às diversas intervenções ao longo do tempo. A visita à Sé oferece uma perspectiva da evolução artística e religiosa da cidade, com um interior reservado.
| Detalhe da Sé de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Rua de Santa Maria
Conhecida como uma das ruas mais antigas e históricas de Guimarães, a Rua de Santa Maria liga a zona alta do Castelo e do Paço dos Duques ao centro nevrálgico do Largo da Oliveira e, por isso, é o próximo destino desse roteiro Percorrer esta rua estreita e charmosa é uma verdadeira viagem no tempo, com o seu calçamento de granito e as fachadas de edifícios medievais que exalam a história da vila original.
| Detalhe do centro histórico de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Praça de Santiago
O nome da Praça de Santiago está intimamente ligado às rotas de peregrinação, sendo um ponto de passagem ou de referência para os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. Historicamente, esta praça era um adro e um espaço público importante, rodeado por casas medievais que alojavam os habitantes mais influentes.
| Praça de Santiago | Foto: Julia Luiza |
Paço dos Duques de Bragança
Seguindo pelo centro histórico e passando em frente à Câmara Municipal no caminho, o Paço dos Duques é a próxima parada. Construído no século XV por D. Afonso, 1º Duque de Bragança, o Paço foi concebido para ser uma residência sumptuosa, refletindo o poder ascendente desta casa nobre em Portugal da época. Após um período de abandono, foi restaurado no século XX, mas a sua estrutura original e o seu rico interior testemunham a vida faustosa da alta nobreza medieval e renascentista, sendo um marco na história da arquitetura senhorial portuguesa. É uma visita indispensável para quem está em Guimarães.
| Arquitetura do Paço dos Duques | Foto: Julia Luiza |
Dica: Um ingresso combinado para o Paço + Castelo sai bem mais barato. Consegui um desconto de 50% por conta da minha idade (menos de 24 anos) e as duas visitas saíram por 4 euros no total.
Castelo de Guimarães
O castelo é um monumento de fundação, sendo o primeiro ponto de defesa da povoação contra os ataques mouros e normandos, no século X. A sua maior importância histórica reside no fato de ser a fortaleza onde, segundo a tradição, nasceu D. Afonso Henriques. Se o preço do ingresso combinado não estiver valendo a pena, visite apenas o Paço. A vista do castelo é legal, e caminhar por aquelas ruínas históricas é algo memorável, mas o local não é tão grande assim e, se não curtir o aspecto histórico da visita, acaba se tornando bem dispensável.
| Castelo de Guimarães |
Capela de São Miguel
A Capela de São Miguel, de traça românica, está historicamente ligada à origem do Reino de Portugal, pois a lenda conta que foi aqui que foi batizado D. Afonso Henriques. A visita aqui é gratuita, e o interior está vazio.
| Capela de São Miguel | Foto: Julia Luiza |
Igreja Nossa Senhora do Carmo
Do lado do Paço fica essa igreja, que remonta à época em que a Ordem do Carmo se estabeleceu em Guimarães. A sua construção e expansão ao longo dos séculos, geralmente nos períodos Barroco e Rococó, reflete a força das ordens religiosas na sociedade portuguesa. A visita ao museu é totalmente gratuita, e vale a pena entrar e contemplar a arte.
| Igreja Nossa Senhora do Carmo |
Museu de Alberto Sampaio
Voltando para o coração do centro histórico, esse é o momento perfeito para sentar na Praça de Santiago e fazer uma pausa para o almoço ou para o lanche. Ali perto fica a Casa Costinhas, que vende os docinhos de Guimarães, em especial o Toucinho do Céu e a Tortinha de Guimarães.
Dica: Pelo centro histórico ficam espalhadas as Capelas dos Passos da Paixão de Cristo, um conjunto de oratórios barrocos do século XVIII que marcam o percurso da Via Sacra. Originalmente, o conjunto era composto por sete capelas, mas ao longo do tempo o traçado urbano sofreu alterações e, atualmente, restam apenas cinco exemplares preservados.
| Uma das cinco Capelas dos Passos da Paixão de Cristo | Foto: Julia Luiza |
O Museu de Alberto Sampaio está instalado no antigo Convento da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, o que lhe confere, por si só, um vasto contexto histórico. O seu acervo é valiosíssimo, incluindo peças de arte sacra, escultura e ourivesaria, que pertenceram à Colegiada, testemunhando séculos de devoção e poder eclesiástico. Sobre essa visita não consigo falar muito sobre, pois não cheguei a entrar, mas você pode conferir os ingressos e horários aqui.
Aqui Nasceu Portugal
Uma oportunidade de foto indispensável, a inscrição "Aqui Nasceu Portugal" é um poderoso símbolo de identidade, colocado nas muralhas da cidade. É o lugar perfeito para seguir o passeio.
| Aqui Nasceu Portugal | Foto: Julia Luiza |
Largo do Toural
Em frente a essa inscrição fica o Largo do Toural, espaço fora das muralhas utilizado para feiras e para o comércio de gado, daí o nome. Com a expansão da cidade, tornou-se o principal acesso ao centro histórico. Hoje, equilibra a sua função histórica como mercado e entrada da cidade com a sua imagem moderna, emoldurando a icônica muralha.
| Largo do Toural | Foto: Julia Luiza |
Muralhas
As Muralhas de Guimarães representam o limite defensivo da cidade durante a Idade Média. Construídas para proteger os habitantes e os seus bens, elas testemunharam séculos de conflitos e de crescimento urbano. Embora grande parte tenha sido demolida, a seção que sobreviveu é aberta à visitação e, se preferir não subir até o Castelo, pode servir como um substituto. As escadas que cobrem as pedras históricas estão em boas condições, e a caminhada é leve, proporcionando uma vista linda de toda a paisagem ao redor.
| Vista do Paço dos Duques pelas Muralhas de Guimarães | Foto: Julia Luiza |
Teleférico e Monte da Penha
Essa foi uma visita que infelizmente não fiz devido ao horário do trem de volta a Porto mas, se estiver com tempo sobrando e o céu estiver claro no dia, vale a pena. O Monte da Penha possui um profundo aspecto histórico e religioso, sendo um local de peregrinação ancestral em Guimarães, onde se ergue o imponente Santuário de Nossa Senhora da Penha. Para visitar o topo, a forma mais cénica e prática é o Teleférico, que custa 5 euros ida e volta.
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